Archive for category: Método Inês Tralha


A importância do treino complementar de um Surfista de alto rendimento

A importância do treino complementar de um Surfista de alto rendimento

Em 2016 foi escrito um artigo sobre o estudo do impacto de 4 semanas sem treino de resistência em surfistas adolescentes

Apesar de se tratar de um estudo dado a conhecer em 2016, parece-me super pertinente e bastante atual, para atletas e treinadores, relembrando ainda os tempos de quarentena.

Qual o impacto da paragem do treino, em jovens Surfistas profissionais?

O Objeto de estudo analisou qual o impacto de ficar sem treinar fora de água – treino de resistência, durante 4 semanas.

Foram feitos testes antes e depois deste período, de forma analisar o impacto na força, potência e capacidade sensório-motora do surfistas em questão.

Notem, que ao fazer tradução à letras, eu entendo treino de resistência como treino fora de água, com resistências externas – Treino de Força. Mas já vamos esclarecer melhor mais à frente.

O publico alvo deste estudo foram 19 surfistas adolescentes de idades compreendidas entre os 12 e os 15 anos.

Estes surfistas, tinham antes da paragem de 4 semanas, sido submetidos a um período de treino de 7 semanas.

A paragem refere-se apenas ao treino fora de água. O Surf continuou.

As capacidades físicas analisadas foram a Força, a Potência e a capacidade Sensório-motora.

O Estudo concluiu que “o surf, na ausência de treino de resistência, não é um estímulo de treino suficiente para manter as capacidades. Surfistas adolescentes com uma idade de treino relativamente baixa devem evitar a interrupção do treino de resistência e e devem esforçar-se para manter o treino de resistência consistente em conjunto com o treino de surf, a fim de evitar decréscimos negativos nas capacidades físicas, que estão associadas ao desempenho do surf.”

Convido atletas e treinadores e pais a ler.

Link:  Effect of Four Weeks Detraining on Strength, Power, and Sensorimotor Ability of Adolescent Surfers

Os meus comentários:

Destaco uma preocupação que me parece que está a deixar muitos atletas muito aquém do seu verdadeiro potencial e que também neste artigo é referido: Aparentemente muitos atletas e treinadores não parecem dar ainda a devida importância ao treino fora do mar como complemento ao treino do Surf no Mar. Nem me refiro ao treino fora de água, porque considero a piscina, também um excelente laboratório de trabalho. Então, para além do treino em piscina, há que planear e abordar o treino de força, funcional, pliométrico, cardiovascular, vestibular, e por aí fora,… que nos permitem afinar a abordagem em números, analisar os dados, tirar conclusões. Assim, cabe ao treinador fazer um trabalho completo, que mostre conhecimento e interesse no atleta, de forma a explorar todo o potencial de todo e qualquer atleta.

Bem sei que é difícil ir para o ginásio quando as ondas estão muito boas e se as ondas estão sempre boas, então todo o planeamento fica sem efeito e em suspenso.

No entanto, na minha opinião, é aqui que reside o grande diferencial do quanto um qualquer atleta/treinador que não leva a sério uma metodologia de organização e planeamento da época desportiva, se poderia destacar.

O melhor trabalho que vejo a ser feito hoje, (e sem dúvida que está a ter frutos em alguns casos), é resultado do expertise em filmar e mostrar as filmagens aos atletas.

No entanto a um determinado nível de performance do atleta, um treinador já não está lá para ensinar a técnica. Esse trabalho é praticamente feito pelo próprio atleta, que tem referencias de outros surfistas.

Nesta fase é bom que o atleta seja bem melhor surfista que o treinador, pois o trabalho do treinador, não é ser surfista nem videomaker, apesar de ajudar bastante. No entanto, sãom os gransdes skills de surfista e muitas vezes só isso mesmo, que preenchem muitas páginas dos seus curriculos.

Nesta fase o trabalho do treinador deve ser de planear e analisar permanentemente os dados do seu atleta e até dos atletas com que este tem de se defrontar para chagar a patamares de desempenho competitivo mais elevados.

Pessoalmente considero o trabalho de organizar e planear a evolução de um atleta bem complexo. Bem mais importante do que descobrir onde tenho tempo de mostrar as gravações, que me parece ser a maior preocupação de tantos treinadores com que me relaciono, a minha maior dificuldade está em encontrar uma fórmula que me permita trabalhar todas as qualidades físicas, a técnica do surf, fazer uma análise constante e avaliações regulares, para perceber se estamos a evoluir, para reajustar se necessário.

Preocupa-me também, onde e como medir a recuperação dos atletas, pois frequentemente esta é uma queixa visível que pode estar relacionada com muitas coisas: alimentação, sono, hidratação, as viagens e jet lag das viagnes, entre outras preocupações sejam emocionais ou relacionadas com a família e o estudo.

É realmente um trabalho intenso, complexo, exigente, mas altamente divertido e estimulante. Cada atleta é como que um novo ratinho de laboratório, para nós aplicarmos a metodologia em que acreditamos a ajustarmos à individualidade de cada um.

 

Quando é que será que o cérebro vira moda no mundo do Surf?!

Quando é que será que o cérebro vira moda no mundo do Surf?!

No processo de criação de soluções para o melhor sistema de ensino de todas as competências que considero imperativo passar aos praticantes da Good Surf Good Love, 

num processo de inúmeras horas de estudo, 

milhares de euros investidos em cursos e livros, 

numa coleção interessada dos valores da comunidade mais original possível, 

na transferência de valores de outros desportos, que só agora começam a chegar ao Surf, 

na experiência com mais de 20 mil alunos, em mais de 26 anos que comecei a fazer Surf e a aprender com os outros, há mais de 22 anos, quando tirei o Curso de Treinadores e comecei a ensinar Surf, no Ericeira Surf Camp e depois com o meu Treinador na sua Escola na Ericeira, 

que recolhi e fui testando o que me trouxe até ao Método Inês Tralha. 

Muitas vezes pensei se lhe chamava Método Good Surf Good Love, mas não. O Método, é mais antigo que a Good Surf Good Love, que apesar de ser uma das primeiras 10 academias de Portugal, teve de beber da minha experiência pessoal, que transparece os meus valores pessoais, que na verdade fazem um match perfeito com os valores desportivos: 

  • Responsabilidade
  • Espírito de equipa
  • Disciplina
  • Tolerância
  • Perseverança
  • Humanismo
  • Verdade
  • Respeito
  • Solidariedade
  • Dedicação
  • Coragem

Quando formo os Treinadores Good Surf Good Love com o Método Inês Tralha, nem sempre é fácil passar valores específico do Surf, a quem chegou ao Surf quando este já tinha este cenário de excessos permitidos e de verdadeira desorganização e desorientação. Quando não tiveram nenhum tipo de formação desportiva (se não praticaram outros desportos, formalmente) ou académica, então é como ensinar-los a andar. Se já deram uma aulas de Surf por aí, então tudo se complica, porque aqui existe um método! 

Quando tudo tem um princípio meio e fim, e uma razão de ser, e estes Treinadores são humildes e interessados em aprender, então tudo fica fácil. 

Esta é um pequeno cheirinho do Método Inês Tralha.

Enquanto Diretora Técnica e Pedagógica de 3 Cursos Certificados de Treinadores de Surfing – Grau I, tentei passar alguns destes valores, mas com uma taxa de sucesso bastante medíocre, porque no mundo do Surf, já toda a gente sabe tudo e não se forma para saber mais e ser melhor, mas para ter um papel, que lhes permita andar mais à-vontade nos seus trabalhos mais ou menos legais,… (Siiiim, não há regra sem excessão. Mas infelizmente, esta é a regra que mais impera.)

 

Ainda assim, tenho esperança que este vídeo com uma pequena amostrinha do Método Inês Tralha, que se pratica na Good Surf Good Love, ajude alguns Surfistas, Monitores, Instrutores ou Treinadores que dão umas aulas, a serem melhores mais respeitadores do Surf enquanto prática e modalidade Desportiva, e pratiquem cada vez mais os valores desportivos, pois agora o Surf não é só uma atividade de marginais ou uma vida de sonho. 

É uma atividade onde é possível fazer carreira! Carreira essa, promissora apenas para aqueles que querem ser melhores. Carreira essa, em que definitivamente, profissionais tenham de se qualificar todos os anos, melhorar-se todas as épocas, ter brio, estudar, formar, desta vez, não para ter um papel na mão, mas para terem mais informação cientifica na cabeça. 

 

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